Esta é a segunda parte da nossa entrevista com Ueritom Ribeiro Bordes, o fundador de Inglês para Leigosum dos blogs de inglés mais interessantes, práticos e populares no Brasil.

Enquanto a primeira parte da entrevista lida principalmente com o blog, Ingles para Leigos, com a segunda parte vamos explorar a questão de fluência, e a experiência de Ueritom junto com a evolução do Inglês para Leigos. 

Você pode acessar Inglês para Leigos no blog mesmono Facebookno twitter, e recomendamos o e-book, “Programas para aprender inglês” que Ueritom está oferecendo como brinde agora.

1.     Fale-nos um pouco sobre sua aprendizagem de inglês, como que foi no começo, e o quais eram seus motivos por querer aprender?

Conforme já mencionado, comecei a estudar inglês quando tinha 12 anos, na escola, em uma cidade de interior. Posso dizer que foi “amor à primeira vista”, pois gostei desde o início. Na escola sempre tive notas boas e consegui aprender bastante coisa, principalmente no Ensino Médio. Após concluir os estudos, me mudei para uma cidade maior, e continuei estudando por conta própria, e na internet. Atualmente me considero de nível intermediário para avançado. Tenho boa fluência, entendo quase tudo que dizem, inclusive em filmes, e tenho uma boa conversação.

2.     Quais foram os obstáculos principais, e como conseguiu superá-los?

No começo, o principal obstáculo era a falta de recursos. Eu morava em cidade pequena, de 10 mil habitantes, e na época não tinha acesso à internet. Na verdade, não existia nem celular por lá (chegou apenas em 2005), imagine outras coisas. O que eu aprendia era através dos livros, dicionários e jogos. Joguei muito quando pequeno e como a maioria dos jogos era em inglês acabava aprendendo algumas coisas também. Eu superei estes obstáculos sendo persistente. Sempre fazia as lições e exercícios, estudava por conta, ouvia bastante música e tentava descobrir a letra “de ouvido”, anotava as dúvidas e perguntava aos professores. Enfim, estava sempre “incomodando”…hehe

3.     Em que ponto você percebeu que SIM VOCÊ PODIA falar inglês, e como mudou a psicologia para o resto do processo?

Essa pergunta é meio difícil de responder. Mas posso dizer que notei que estava “ficando bom” quando consegui transcrever a letra de uma música todinha em inglês para o caderno. A música era “What a wonderful world”, do Louis Armstrong. Eu sei que a música é bem lenta e isso facilita, mas mesmo assim fiquei feliz da vida por ter conseguido. Passei depois para o professor (não era exercício de aula, eu fiz por vontade própria) e ele disse que havia apenas um ou dois erros. Fiquei feliz da vida com isso, e mais motivado para continuar aprendendo.

4.     Agora com a sua fluência bem estabelecida, o que você acha importante para seguir desenvolvendo níveis de proficiência cada vez mais refinados?

É importante continuar aprendendo e praticando o inglês sempre que possível. Não devemos achar que o aprendizado do inglês tem um “fim”, pois sempre existe coisa nova a se aprender. Semana passada comecei um curso online em uma escola bem conceituada mundialmente, para que eu possa aprimorar ainda mais meus conhecimentos. Pretendo também futuramente fazer intercâmbio em algum país cujo inglês é a língua nativa. Inicialmente tenho vontade de ir à Nova Zelândia, mas é possível que até lá eu mude de idéia.

5.     Como você faz para integrar o inglês no seu dia a dia, e qual é o efeito que tem no seu inglês e na sua vida?

Pode parecer engraçado, mas com bastante freqüência estou trabalhando, passeando, vendo algo na internet, ou fazendo qualquer outra coisa e vejo ou escuto algo e automaticamente fico imaginando como eu diria isso em inglês. Se eu já sei, fico falando isso mentalmente. Caso não saiba, quando tenho oportunidade eu pesquiso na internet para saber a resposta. Sempre fui muito curioso e gosto sempre de descobrir coisas novas.

Além disso, eu tenho o blog e também trabalho como Freelancer fazendo traduções do inglês para português. Costumo navegar em muitos sites internacionais em inglês também, em busca de novas idéias para o blog, ou por lazer mesmo. Sendo assim, nunca estou longe da língua inglesa.

6.     Desde que começou o Inglês para Leigos em 2009, como tem evoluído seu processo nos seus vários papéis: como aprendiz, como professor, e agora em grande escala como blogueiro profissional que ajuda milhares de pessoas aprender?

Quando comecei o blog, eu era bastante inexperiente na parte de criação de blogs e artigos. Tanto que se você pegar um artigo escrito há 3 anos e um escrito hoje, verá uma diferença considerável. Aprendi bastante coisas em blogs próprios (me refiro da área de criação de blogs e sites), como divulgar, como ficar conhecido, etc.

Com relação ao inglês, a busca de conteúdos e materiais sempre me ajudam a conhecer coisas novas. Além disso, nestes 3 anos e meio de Inglês para Leigos, conheci muita gente e fiz bastante amizades. Apenas por isso já valeria a pena. Mas fico feliz também em saber que tenho a possibilidade de ajudar cada vez mais pessoas a aprenderem inglês e quem sabe com isso melhorarem um pouquinho as suas vidas. Pretendo continuar fazendo isso por muito tempo ainda.

7.     Alguma consideração final?

Gostaria apenas de agradecer a oportunidade, e dizer que o Real Life English é um excelente blog. Conheço há pouco tempo, mas me arrisco a dizer que está entre os melhores do Brasil. O fato de quem os mantém serem falantes nativos ajuda bastante, pois vocês podem contar suas experiência e trazer informações de um ponto de vista de quem “vem de fora”, literalmente neste caso.

Muito obrigado e sucesso para vocês!